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Funcionários da TV Justiça e da Rádio Justiça entram em greve e suspendem programação jornalística

Os profissionais da TV Justiça e da Rádio Justiça iniciaram uma greve nesta segunda-feira (15), reivindicando o pagamento de salários e benefícios em atraso por parte da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), empresa responsável pela gestão terceirizada das emissoras ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A mobilização é coordenada pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que relata ampla adesão dos trabalhadores. Entre as principais reivindicações estão a regularização de salários atrasados, o pagamento do auxílio-alimentação, depósitos pendentes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e verbas rescisórias ainda não quitadas.

Com a paralisação, a programação jornalística das emissoras foi diretamente afetada. Programas informativos produzidos diariamente deixaram de ser exibidos, enquanto a grade passou a ser preenchida com reprises de reportagens e transmissões já realizadas anteriormente.

O telejornal “Justiça Agora”, exibido nas manhãs da TV Justiça, não foi ao ar nesta segunda-feira. Outros noticiários e produções ao vivo também tiveram a exibição comprometida em razão da ausência das equipes responsáveis pela produção e operação dos conteúdos.

Apesar dos impactos na programação, o STF informou que está preparado para manter a transmissão das sessões de julgamento da Corte. A expectativa é que servidores e profissionais que não aderiram ao movimento garantam a continuidade dessas atividades.

Impasse entre STF e empresa terceirizada

Na última semana, representantes dos trabalhadores se reuniram com integrantes da administração do Supremo para discutir alternativas que garantam o pagamento das dívidas trabalhistas.

Segundo o sindicato, o tribunal teria sinalizado a possibilidade de realizar diretamente o pagamento de salários e verbas rescisórias utilizando recursos previstos contratualmente para situações de inadimplência da empresa prestadora de serviços.

Entretanto, a Fundac manifestou entendimento diferente e defendeu que os repasses sejam efetuados diretamente à instituição, o que ampliou o impasse entre as partes.

Os trabalhadores também cobram garantias quanto ao pagamento das verbas rescisórias, já que o contrato entre a fundação e o STF tem encerramento previsto para o dia 31 de julho.

Histórico de mobilizações

Esta não é a primeira paralisação dos funcionários vinculados à Fundac. Em 2024, os trabalhadores já haviam interrompido temporariamente as atividades após atrasos no pagamento de salários e benefícios. Na ocasião, a mobilização provocou a suspensão de parte da programação jornalística e levou o STF a aplicar sanções à empresa.

Agora, os profissionais afirmam que a greve permanecerá até que haja uma solução concreta para os débitos trabalhistas e garantias sobre os pagamentos pendentes. Enquanto isso, a programação informativa da TV Justiça e da Rádio Justiça segue reduzida, com impacto direto na produção jornalística das emissoras.

 
 
 

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