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Filiações ampliam divisão na direita e embaralham disputa em Minas Gerais

A corrida pelo governo de Minas Gerais segue marcada por incertezas e divisão entre grupos da direita, cenário que se intensificou após as recentes filiações partidárias formalizadas ao fim da janela eleitoral.

Atualmente, pelo menos três nomes despontam como possíveis candidatos. O vice-governador Mateus Simões, do Partido Social Democrático (PSD), é considerado o mais consolidado até o momento, especialmente após assumir o comando do estado com a saída de Romeu Zema.

Outro nome de peso é o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, que aparece bem posicionado nas pesquisas, mas ainda não confirmou se entrará na disputa.

Nos últimos dias, ganhou força a possível candidatura do empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que se filiou ao Partido Liberal (PL). Internamente, sua entrada é vista como uma estratégia para garantir palanque ao senador Flávio Bolsonaro no estado.

As movimentações também provocaram reações. Em resposta, Simões articulou a filiação do senador Carlos Viana ao PSD, visando fortalecer sua chapa. A mudança, porém, gerou desconforto entre aliados, incluindo o deputado Marcelo Aro, que também busca espaço na disputa ao Senado.

Enquanto isso, o cenário à esquerda também começa a se movimentar. O senador Rodrigo Pacheco se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e é apontado como possível candidato ao governo estadual, embora ainda não tenha confirmado participação na eleição.

Com diferentes articulações em andamento e ausência de consenso entre os principais grupos, o cenário político mineiro segue indefinido, com tendência de disputas fragmentadas nas eleições deste ano.

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