Filiação de Caiado ao PSD altera cenário na Bahia e fortalece eixo ACM Neto–Ângelo Coronel
- Adilson Silva

- 28 de jan.
- 4 min de leitura
A entrada do senador Ronaldo Caiado no PSD provocou uma reorganização nas articulações políticas da Bahia e abriu espaço para o fortalecimento da oposição ao governo estadual.

A entrada do senador Ronaldo Caiado no PSD provocou uma reorganização nas articulações políticas da Bahia e abriu espaço para o fortalecimento da oposição ao governo estadual. Com Caiado despontando como um dos nomes mais competitivos do partido no debate presidencial, o senador Ângelo Coronel passa a ganhar novo protagonismo no cenário local, ampliando suas chances de disputar a reeleição ao Senado fora da aliança liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
No plano nacional, o PSD tende a adotar uma postura de flexibilidade nos estados. A avaliação é que a legenda não deve impor restrições ao posicionamento de lideranças regionais em relação à disputa presidencial, mas também não aceitará que Coronel seja excluído da composição majoritária na Bahia. Pelo contrário, cresce dentro do partido a disposição de estimular uma aliança direta entre Ângelo Coronel e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e principal nome da oposição no estado.
Aliados de Neto afirmam que há convergência política entre os dois grupos, inclusive com abertura para que o ex-prefeito apoie o candidato presidencial do PSD, desde que Coronel integre a chapa ao Senado. O movimento reforça a construção de um palanque competitivo no estado, capaz de reunir forças do centro-direita em torno de uma candidatura unificada ao governo.
Esse redesenho tende a ampliar o isolamento político do governador Jerônimo Rodrigues. Interlocutores da oposição avaliam que a presença de múltiplos palanques críticos ao governo federal na Bahia — envolvendo PSD, PL e Novo — pode reduzir a capacidade de transferência de votos do presidente Lula, repetindo ou ampliando dificuldades já observadas na eleição de 2022.
Naquela disputa, ACM Neto conseguiu atrair uma parcela significativa do eleitorado que tradicionalmente vota no PT, fator que agora é considerado ainda mais relevante diante do desgaste acumulado do governo estadual. O fortalecimento de Coronel fora da base petista também é visto como um elemento de pressão adicional sobre o grupo liderado pelos senadores Jaques Wagner e Rui Costa.
Internamente, o senador Otto Alencar busca manter o controle político do PSD na Bahia, mas a movimentação nacional da legenda indica um cenário menos centralizado. Nos últimos meses, a direção nacional do partido interveio em diretórios estaduais, sinalizando maior influência da cúpula sobre decisões locais. Nesse contexto, a consolidação de Coronel como peça-chave na disputa baiana é interpretada como um desafio direto à atual correlação de forças no estado.
Com a aproximação entre Caiado, Coronel e ACM Neto, o cenário eleitoral baiano entra em uma nova fase, marcada por rearranjos estratégicos e pelo enfraquecimento gradual da hegemonia petista construída ao longo das últimas duas décadas.Com Caiado despontando como um dos nomes mais competitivos do partido no debate presidencial, o senador Ângelo Coronel passa a ganhar novo protagonismo no cenário local, ampliando suas chances de disputar a reeleição ao Senado fora da aliança liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
No plano nacional, o PSD tende a adotar uma postura de flexibilidade nos estados. A avaliação é que a legenda não deve impor restrições ao posicionamento de lideranças regionais em relação à disputa presidencial, mas também não aceitará que Coronel seja excluído da composição majoritária na Bahia. Pelo contrário, cresce dentro do partido a disposição de estimular uma aliança direta entre Ângelo Coronel e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e principal nome da oposição no estado.
Aliados de Neto afirmam que há convergência política entre os dois grupos, inclusive com abertura para que o ex-prefeito apoie o candidato presidencial do PSD, desde que Coronel integre a chapa ao Senado. O movimento reforça a construção de um palanque competitivo no estado, capaz de reunir forças do centro-direita em torno de uma candidatura unificada ao governo.
Esse redesenho tende a ampliar o isolamento político do governador Jerônimo Rodrigues. Interlocutores da oposição avaliam que a presença de múltiplos palanques críticos ao governo federal na Bahia — envolvendo PSD, PL e Novo — pode reduzir a capacidade de transferência de votos do presidente Lula, repetindo ou ampliando dificuldades já observadas na eleição de 2022.
Naquela disputa, ACM Neto conseguiu atrair uma parcela significativa do eleitorado que tradicionalmente vota no PT, fator que agora é considerado ainda mais relevante diante do desgaste acumulado do governo estadual. O fortalecimento de Coronel fora da base petista também é visto como um elemento de pressão adicional sobre o grupo liderado pelos senadores Jaques Wagner e Rui Costa.
Internamente, o senador Otto Alencar busca manter o controle político do PSD na Bahia, mas a movimentação nacional da legenda indica um cenário menos centralizado. Nos últimos meses, a direção nacional do partido interveio em diretórios estaduais, sinalizando maior influência da cúpula sobre decisões locais. Nesse contexto, a consolidação de Coronel como peça-chave na disputa baiana é interpretada como um desafio direto à atual correlação de forças no estado.
Com a aproximação entre Caiado, Coronel e ACM Neto, o cenário eleitoral baiano entra em uma nova fase, marcada por rearranjos estratégicos e pelo enfraquecimento gradual da hegemonia petista construída ao longo das últimas duas décadas.







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