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Fecomércio-BA é acusada de descumprir decisão judicial sobre processo eleitoral

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) é alvo de questionamentos após manter o andamento de atos internos mesmo diante de decisão judicial que determinou mudanças no processo eleitoral da entidade.

No último dia 23 de abril, a Justiça do Trabalho concedeu liminar que afastou o então presidente Kelsor Fernandes e suspendeu imediatamente o processo eleitoral em curso. Apesar disso, a direção da entidade sustenta que ainda não foi formalmente notificada e, por isso, não estaria obrigada a cumprir a decisão.

Após a divulgação da medida, foram apresentados dois mandados de segurança no dia 24 de abril — um em nome da própria entidade e outro em nome de Kelsor Fernandes — em tentativa de reverter a decisão judicial.

Durante reunião realizada nesta terça-feira (28), o vice-presidente Allisson Ferreira solicitou o registro em ata do que classificou como descumprimento da ordem judicial. Ele também afirmou estar disposto a cumprir a determinação, argumentando que, ao acionar a Justiça, a entidade demonstra ciência da decisão.

Outro ponto que chamou atenção foi a assinatura, também no dia 24, de um aditivo contratual no valor superior a R$ 15 milhões para obras de reforma de uma unidade do Sesc em Salvador, em meio ao impasse jurídico.

A ação que resultou na liminar foi movida pela chamada Chapa 02, liderada por Allisson Ferreira. No processo, o grupo aponta supostas irregularidades no processo eleitoral, incluindo alegações de favorecimento à Chapa 01, além de possíveis vícios e fraude no procedimento.

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