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Fachin determina arquivamento de pedido que questionava atuação de Toffoli no caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu arquivar a ação que discutia a eventual suspeição do ministro Dias Toffoli no chamado caso Master. A medida encerra, no âmbito da Corte, o questionamento formal sobre a atuação de Toffoli no processo relacionado às investigações envolvendo o banco.

Foto: Antonio Augusto / STF
Foto: Antonio Augusto / STF

Com a decisão, Toffoli não é considerado suspeito e, em tese, pode participar de julgamentos ligados ao caso, embora tenha deixado a relatoria da investigação. Ele integra a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, colegiado que agora tem como relator do processo o ministro André Mendonça.

O pedido de suspeição — tecnicamente denominado “arguição de suspeição” — surgiu após a Polícia Federal encaminhar à presidência do STF um relatório detalhando a relação entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, com cerca de 200 páginas, reunia mensagens extraídas do celular do empresário, além de referências ao ministro e informações sobre supostos pagamentos.

No dia 10 de fevereiro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou o material a Fachin. Na mesma data, o processo foi formalmente autuado no tribunal, ficando sob relatoria do próprio presidente da Corte.

O arquivamento ocorre após entendimento firmado entre os ministros do STF. Em reuniões reservadas realizadas no último dia 12, integrantes da Corte decidiram anular o pedido formal de suspeição. Como desdobramento, Toffoli anunciou que deixaria a relatoria do caso Master, movimento interpretado como uma forma de reduzir o desgaste institucional provocado pela repercussão do episódio.

Apesar da decisão no Supremo, outras representações questionando a atuação de Toffoli ainda tramitam na Procuradoria-Geral da República e podem ter desfecho semelhante. Paralelamente, senadores protocolaram pedidos de impeachment contra o ministro, que seguem pendentes de análise no Senado Federal.

O caso continua gerando repercussão política e jurídica, especialmente diante da sensibilidade institucional envolvendo integrantes da mais alta Corte do país.

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