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EUA ampliam restrições e anulam vistos de autoridades ligadas a Moraes e ao governo Lula

O governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (22) uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, que inclui o cancelamento de vistos de integrantes próximos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a membros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.


Reprodução/Instagram
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Entre os atingidos estão o advogado-geral da União, Jorge Messias; os magistrados Airton Vieira, Marco Antônio Vargas e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, que atuaram em processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro; além de José Levi, ex-AGU e ex-secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE responsável pelas ações que tornaram Bolsonaro inelegível; e Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes. Familiares diretos dessas autoridades também tiveram seus vistos suspensos.

Segundo fontes ligadas ao Departamento de Estado americano, outras figuras brasileiras ainda podem ser incluídas nas próximas listas, como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o delegado Fabio Shor, que conduz investigações envolvendo a família Bolsonaro. Há ainda discussões sobre possível restrição ao comandante do Exército, general Tomás Paiva, diante da avaliação de aliados de Trump de que os militares não teriam contido o que consideram “abusos” de Moraes.

O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que as sanções miram uma “rede de apoio” ao ministro do STF. Já o subsecretário de Diplomacia Pública, Darren Beattie, disse que os EUA não hesitarão em responsabilizar quem for considerado cúmplice de ações contra Bolsonaro e seus aliados.

A medida gera constrangimento diplomático em meio à visita do presidente Lula a Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Em resposta, Jorge Messias classificou a decisão como “agressão injusta” e ressaltou que tal postura fere a tradição de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, construída ao longo de dois séculos.

Além da revogação de vistos, a esposa de Moraes, Viviane Barci, foi incluída na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, legislação americana que permite bloqueio de ativos e restrições financeiras a pessoas acusadas de violações de direitos humanos.

Nos últimos meses, o governo Trump já havia adotado medidas semelhantes contra outras autoridades brasileiras, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ex-integrantes do Ministério da Saúde ligados ao programa Mais Médicos, acusados pelos EUA de colaboração em um “esquema de exploração” de profissionais cubanos.

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