Edinho Silva critica direita brasileira por apoiar ação dos EUA na Venezuela e aponta postura submissa
- Adilson Silva

- 4 de jan.
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, fez duras críticas neste sábado (3) a setores da direita brasileira que celebraram a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. Para ele, a reação favorável à ofensiva liderada pelo governo de Donald Trump revela uma postura de submissão a interesses estrangeiros.

Edinho destacou que o próprio presidente norte-americano deixou claro, em declarações públicas, que o foco da intervenção está ligado à exploração do petróleo venezuelano. Segundo o dirigente petista, esse tipo de ação cria um precedente extremamente perigoso nas relações internacionais e ameaça princípios fundamentais, como a soberania nacional.
Ao comentar o episódio, Edinho defendeu a união do campo democrático no Brasil em defesa da democracia e do respeito entre as nações. Ele afirmou que não há justificativa para comemorar uma invasão motivada por interesses econômicos e alertou para os riscos de normalizar esse tipo de intervenção em países vizinhos.
Mais cedo, o PT divulgou uma nota oficial na qual condenou de forma enfática a ação militar dos Estados Unidos. No comunicado, o partido classificou o episódio como uma agressão contra a Venezuela e seu povo, além de caracterizar a captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama como um sequestro.
A legenda também relembrou que já havia manifestado preocupação anteriormente com a escalada do conflito, apontando motivações políticas e econômicas por trás da ofensiva e alertando para os impactos negativos à estabilidade regional. No documento mais recente, o PT reforçou o alerta sobre os riscos à soberania dos países sul-americanos e à ordem institucional da região, embora sem mencionar explicitamente o apoio de setores da direita, agora classificado por Edinho como alinhamento subserviente ao intervencionismo norte-americano.







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