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Dólar sobe para R$ 5,11 após sinalizações do Fed e Bolsa encerra sessão em queda

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quarta-feira (17) sob influência das decisões e projeções divulgadas pelo banco central dos Estados Unidos. Após oscilar ao longo do dia, o dólar fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,11, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,7%, terminando o pregão aos 168.453 pontos.

A mudança de direção dos mercados ocorreu após o anúncio do Federal Reserve, que manteve a taxa de juros norte-americana entre 3,5% e 3,75% ao ano. Embora a decisão já fosse amplamente esperada pelos investidores, o mercado reagiu às projeções apresentadas pelos integrantes da instituição, que indicaram a possibilidade de novos aumentos de juros ainda em 2026.

Entre os membros do comitê, parte significativa avalia que poderá ser necessário promover pelo menos uma elevação adicional da taxa básica para conter a inflação. O posicionamento reforçou a percepção de que a política monetária dos Estados Unidos continuará restritiva por mais tempo.

A primeira entrevista coletiva do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, também contribuiu para a reação dos mercados. O dirigente evitou antecipar os próximos passos da instituição, mas reiterou o compromisso de levar a inflação de volta à meta de 2%, postura interpretada pelos investidores como mais rígida no combate à alta dos preços.

Com isso, aumentou a busca global por ativos considerados mais seguros, fortalecendo o dólar frente a diversas moedas. No Brasil, a moeda norte-americana chegou a operar próxima de R$ 5,05 durante o dia, mas inverteu o movimento e encerrou em alta.

O cenário também pressionou os mercados internacionais. Os principais índices de Wall Street registraram perdas, enquanto os rendimentos dos títulos públicos americanos avançaram, refletindo a expectativa de juros mais elevados nos próximos meses.

No mercado brasileiro, investidores acompanharam ainda a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. A expectativa predominante era de uma nova redução da taxa Selic para 14,25% ao ano, mas com sinais de maior cautela para os próximos encontros diante das pressões inflacionárias e do cenário internacional mais desafiador.

Analistas avaliam que fatores como a instabilidade geopolítica, a persistência da inflação e as incertezas fiscais continuam exigindo atenção dos formuladores de política econômica, tanto no Brasil quanto no exterior.

Com a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, investidores tendem a redirecionar recursos para ativos norte-americanos, movimento que costuma pressionar moedas de países emergentes e aumentar a volatilidade dos mercados globais.

 
 
 

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