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Dólar cai para R$ 5,09 e Bolsa sobe após sinalização de acordo entre EUA e Irã

O mercado financeiro registrou forte reação positiva nesta quinta-feira (11) após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanços nas negociações para encerrar o conflito envolvendo o Irã.

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,33%, cotado a R$ 5,09, atingindo seu menor nível da sessão no fim da tarde. A moeda norte-americana chegou a oscilar entre R$ 5,18 e R$ 5,09 ao longo do pregão, mas ampliou as perdas após o anúncio de Trump sobre o cancelamento de ataques que estariam previstos contra o território iraniano.

Segundo o presidente norte-americano, os principais pontos de um acordo de trégua teriam sido aprovados pelas partes envolvidas nas negociações, incluindo Estados Unidos, Israel e diversos países do Oriente Médio. Apesar da declaração, autoridades iranianas ainda não confirmaram oficialmente a existência de um entendimento definitivo.

O movimento de queda do dólar foi observado em diversos mercados internacionais. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos EUA frente a uma cesta de divisas fortes, também registrou recuo ao longo do dia.

Na Bolsa brasileira, o clima de maior apetite por risco impulsionou os negócios. O Ibovespa avançou 1,70% e encerrou a sessão aos 171.497 pontos, recuperando o patamar dos 171 mil pontos após semanas de pressão provocada pela saída de capital estrangeiro.

O cenário favorável também se refletiu em Wall Street. Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em alta, apoiados tanto pelas expectativas de redução das tensões geopolíticas quanto pelo otimismo em torno do setor de inteligência artificial.

Outra consequência do avanço das negociações foi a queda dos preços do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, recuou cerca de 4,6%, enquanto o WTI, principal referência do mercado norte-americano, registrou desvalorização superior a 4%.

No mercado de renda fixa, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) também apresentaram queda nas taxas, acompanhando o movimento observado nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, refletindo uma percepção menor de risco entre os investidores.

Analistas avaliam que a possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã ajudou a reduzir a aversão ao risco global, favorecendo moedas de países emergentes, bolsas de valores e ativos ligados ao crescimento econômico. Entretanto, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos das negociações e à confirmação oficial dos termos de uma eventual trégua.


 
 
 

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