Durigan defende revisão de despesas obrigatórias para preservar equilíbrio fiscal
- Adilson Silva

- há 17 horas
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo precisará enfrentar o crescimento das despesas obrigatórias para garantir a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, ele destacou que o avanço contínuo desses gastos pode reduzir a capacidade de investimento do Estado e limitar cada vez mais os recursos destinados a despesas discricionárias.

De acordo com Durigan, o desafio não está na manutenção das políticas sociais, mas na busca por mecanismos que assegurem sua viabilidade a longo prazo. O ministro defendeu o aperfeiçoamento dos programas existentes, incluindo a revisão e eventual integração de benefícios sociais, além da adoção de medidas que aumentem a eficiência da administração pública.
Entre as propostas mencionadas está a ampliação do uso de tecnologia para modernizar a máquina estatal, com o objetivo de melhorar a prestação de serviços e otimizar a aplicação dos recursos públicos.
O titular da Fazenda também avaliou que o Congresso Nacional deveria seguir critérios semelhantes aos exigidos do Poder Executivo ao aprovar projetos com impacto fiscal. Segundo ele, iniciativas que criem novas despesas ou concedam benefícios tributários deveriam apresentar estimativas de custo e indicar fontes de compensação para evitar desequilíbrios nas contas públicas.
Durante a entrevista, Durigan ainda abordou temas como a reforma administrativa, a autonomia do Banco Central do Brasil e as tratativas comerciais com os Estados Unidos. O ministro ressaltou que a estratégia do governo é buscar o equilíbrio fiscal sem abrir mão de investimentos e políticas públicas, conciliando responsabilidade nas contas com ações voltadas ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social.







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