Deyvid Bacelar defende prisão preventiva de Flávio Bolsonaro após denúncias sobre filme
- Adilson Silva

- há 1 dia
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O sindicalista licenciado e pré-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar defendeu nesta quarta-feira (13) a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios envolvendo negociações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Bacelar, o caso pode envolver crimes como tráfico de influência, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e irregularidades no sistema financeiro. As declarações ocorreram após reportagem do Intercept Brasil revelar conversas em que Flávio cobraria recursos destinados ao longa-metragem “Dark Horse”.
Para o petista, o valor citado nas negociações — cerca de R$ 134 milhões — levanta suspeitas sobre a finalidade dos recursos.
“Está mais do que evidente que se trata de corrupção e lavagem de dinheiro para promover o enriquecimento ilícito dessa família”, afirmou Bacelar ao comparar o orçamento do filme com produções brasileiras de destaque lançadas nos últimos anos.
O sindicalista mencionou ainda obras como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto para questionar o custo estimado da produção ligada à família Bolsonaro.
De acordo com a reportagem do Intercept, Flávio Bolsonaro teria pressionado Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para acelerar pagamentos relacionados ao filme. Em um dos áudios divulgados, o senador demonstra preocupação com possíveis atrasos que poderiam comprometer a continuidade da produção.
A publicação também aponta que parte dos recursos teria sido direcionada ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e ligado a aliados do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.
Bacelar afirmou que, caso seja comprovado o uso do cargo de senador para obtenção de vantagens financeiras, o episódio pode se enquadrar em crimes previstos no Código Penal e na legislação sobre lavagem de dinheiro. Ele também argumentou que a atuação de Vorcaro, ex-dono de uma instituição financeira regulada pelo Banco Central, amplia a gravidade das suspeitas.
O dirigente petista citou ainda mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro em que o senador manifesta apoio pessoal ao empresário, afirmando que “estaria sempre com ele”, em meio às negociações financeiras reveladas pelas investigações jornalísticas.







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