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Deputados acionam PGR para investigar Flávio Bolsonaro por atuação junto aos EUA

Parlamentares da federação PSOL-Rede protocolaram um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja investigada a atuação do senador Flávio Bolsonaro após sua viagem aos Estados Unidos. O grupo alega que o parlamentar pode ter atentado contra a soberania nacional ao defender a inclusão das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista americana de organizações terroristas.

O requerimento foi assinado pelos deputados Chico Alencar, Duda Salabert, Fernanda Melchionna, Heloisa Helena, Luiza Erundina, Luizianne Lins e Sâmia Bomfim.

Segundo os parlamentares, ao buscar apoio do governo dos Estados Unidos para enquadrar as duas organizações criminosas como grupos terroristas, Flávio Bolsonaro teria utilizado seu mandato para incentivar uma possível interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. Diante disso, eles solicitam que a Polícia Federal instaure um inquérito para apurar o caso.

A viagem do senador aos EUA ocorreu nesta semana. A classificação das facções foi anunciada pelas autoridades americanas na quinta-feira (28), decisão celebrada por Flávio nas redes sociais. Em vídeo publicado após o anúncio, o parlamentar afirmou que sua atuação internacional trouxe resultados concretos para a segurança pública brasileira.

Nos bastidores da pré-campanha presidencial, aliados do senador avaliam que a medida pode gerar desgaste político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se posiciona contra a classificação das facções como organizações terroristas.

Em resposta às críticas, o senador Rogério Marinho, responsável pela coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que a iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Segundo ele, é inadequado transformar em alvo de questionamentos aqueles que procuram apoio externo para enfrentar organizações criminosas.

Já integrantes do governo federal argumentam que a classificação pode abrir precedentes para ações unilaterais dos Estados Unidos, além de criar impactos sobre empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional, em razão das sanções normalmente associadas a grupos enquadrados como terroristas.


 
 
 

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