Delação de Daniel Vorcaro pode atingir políticos, empresários e integrantes do mercado financeiro
- Adilson Silva

- há 4 horas
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A proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro pode atingir diferentes núcleos políticos e financeiros ligados às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o caso envolvendo o extinto Banco Master.

Segundo informações divulgadas pelo site O Brasilianista, um dos nomes que devem aparecer no acordo é o de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que também negocia colaboração com as autoridades.
As investigações apuram supostas operações financeiras que teriam envolvido o BRB e o Banco Master, incluindo mecanismos utilizados para cobrir prejuízos e operações ligadas ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O caso pode alcançar lideranças políticas do Distrito Federal, entre elas o ex-governador Ibaneis Rocha e a governadora Celina Leão, ambos citados na publicação. Os dois negam irregularidades.
O ex-presidente Michel Temer também teria sido mencionado em relatos relacionados à aproximação de Vorcaro com investidores estrangeiros.
Segundo a reportagem, fundos de previdência estaduais que realizaram investimentos no Banco Master também aparecem no radar das investigações. No Amapá, o Amapá Previdência teria investido cerca de R$ 400 milhões na instituição financeira. Já no Rio de Janeiro, o Rioprevidência teria aportado aproximadamente R$ 970 milhões.
O texto ainda cita possíveis desdobramentos envolvendo nomes como Davi Alcolumbre, Cláudio Castro, Antônio Rueda e ACM Neto.
Na Bahia, o caso também poderia atingir lideranças de diferentes grupos políticos, incluindo integrantes do PT e da oposição estadual. O senador Jaques Wagner já declarou que não possuía relação próxima com Vorcaro, afirmando ter mantido apenas contatos institucionais relacionados ao Credcesta.
A publicação também menciona possíveis conexões envolvendo o senador Ciro Nogueira, o deputado Paulinho da Força e ministros do Supremo Tribunal Federal, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Segundo o texto, Toffoli teria sido citado em discussões relacionadas ao Resort Tayayá, enquanto Moraes aparece mencionado por contratos firmados entre o Banco Master e sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O ministro nega contato com Vorcaro.
Outros nomes citados incluem o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além do governador do Paraná, Ratinho Júnior.
Até o momento, a proposta de delação ainda está em análise pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. As autoridades irão avaliar se os relatos apresentados trazem informações inéditas e provas suficientes para a formalização do acordo de colaboração premiada.







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