Defesas apontam arbitrariedades de Moraes no processo contra Bolsonaro
- Adilson Silva

- 31 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi alvo de duras críticas das defesas no processo da chamada “trama golpista”. Segundo advogados de Jair Bolsonaro (PL) e de outros acusados, o método adotado pelo magistrado atropelou garantias básicas de ampla defesa e contraditório.

Entre os pontos mais contestados está a demora no acesso às provas. A Polícia Federal entregou às defesas cerca de 75 terabytes de documentos e áudios apenas cinco dias antes das oitivas de testemunhas, tornando impossível a análise detalhada do material. O advogado Celso Vilardi acusou Moraes de criar um “filtro inimaginável”, em que somente as provas escolhidas pela acusação foram consideradas relevantes.
Outro alvo de críticas foi a velocidade do processo. Em apenas 144 dias, o caso saiu da abertura para o julgamento, marcado para 2 de setembro. Para os advogados, o ritmo imposto comprometeu qualquer chance de uma análise minuciosa das provas.
As defesas também questionaram a acareação sem gravação entre alguns réus, ato que foi realizado a portas fechadas e sem registro oficial em vídeo, em contraste com outros interrogatórios transmitidos até pela TV Justiça.
No caso de Braga Netto, a defesa acusa Moraes de manter a prisão do general por quase nove meses sem justificativa sólida, baseada apenas na palavra de um delator, o que classificam como uma prisão “ilegal e desnecessária”.
Outro ponto polêmico foi a decisão de impedir advogados de um núcleo do processo de participarem dos depoimentos de acusados de outros núcleos, o que, segundo a defesa, inviabilizou questionamentos cruciais.
As acusações de parcialidade contra Moraes, feitas inclusive pela defesa de Braga Netto, apontam que o ministro deveria se declarar suspeito, já que teria sido citado como “vítima” nos autos. Procurado, o gabinete de Moraes não se manifestou.
Dizeeeeem
Engraçado como a tal “justiça” corre a jato quando é contra Bolsonaro, mas para investigar os amigos do sistema o ritmo é sempre em câmera lenta. Moraes fala em garantir a lei, mas parece que a pressa dele é só para não deixar Bolsonaro respirar. Justiça seletiva é isso aí: dura para uns, leve para outros.







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