Defesa terá de prestar esclarecimentos à Câmara sobre suspeita de base chinesa na Bahia
- Adilson Silva

- há 5 dias
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O Ministério da Defesa deverá prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados sobre questionamentos envolvendo a cooperação entre Brasil e China na área espacial.

A cobrança ocorre após a divulgação de um relatório produzido por integrantes do Congresso dos Estados Unidos que levanta suspeitas sobre a existência de uma suposta base militar chinesa em território baiano.
O documento, elaborado por membros do Comitê Seletivo do Congresso dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês, aponta que a chamada “Tucano Ground Station” seria, segundo os parlamentares norte-americanos, a única base chinesa considerada “não oficial” na América do Sul.
Questionamentos sobre a “Tucano Ground Station”
De acordo com o relatório, o projeto teria vínculos institucionais com órgãos de defesa brasileiros. Um dos trechos menciona que a empresa Alya Nanosatellites firmou memorando de entendimento com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica, ligado à Força Aérea Brasileira, prevendo treinamento de militares em simulações orbitais e eventual uso de antenas da FAB como suporte à estação.
Os congressistas dos EUA avaliam que essa integração poderia ampliar a capacidade chinesa de monitoramento espacial e permitir influência sobre a doutrina espacial militar brasileira. O texto também sugere que a estrutura poderia viabilizar mecanismos avançados de vigilância, incluindo identificação de ativos militares e rastreamento de objetos em órbita em tempo real.
Empresas citadas no relatório
Ainda segundo o documento, as atividades relacionadas à estação envolveriam a empresa brasileira Ayla Space, que atua no setor aeroespacial, em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. A cooperação teria como foco a análise de dados de satélites.
O pedido formal de esclarecimentos na Câmara partiu do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que citou o relatório americano ao justificar a solicitação. Para ele, o avanço da infraestrutura espacial chinesa na América Latina, ainda que por meio de projetos civis ou comerciais, merece acompanhamento atento das autoridades brasileiras.
Até o momento, o Ministério da Defesa não havia divulgado posicionamento oficial detalhado sobre o teor das suspeitas.







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