Defesa de Daniel Vorcaro solicita transferência para unidade da PM no DF
- Adilson Silva

- há 4 dias
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A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a transferência dele para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

O pedido foi apresentado após Vorcaro ser encaminhado, na última segunda-feira (18), para uma cela comum da Superintendência da Polícia Federal. Antes disso, ele ocupava um espaço que havia sido preparado para o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
Vorcaro permanece detido desde 19 de março. Na ocasião, ele informou ao STF o interesse em fechar um acordo de delação premiada, proposta que acabou sendo recusada pela Polícia Federal.
No fim de abril, a PF já havia solicitado ao ministro André Mendonça o retorno do ex-banqueiro ao Presídio Federal de Brasília, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.
Nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal rejeitou oficialmente a proposta de colaboração apresentada por Vorcaro. Segundo a corporação, as informações fornecidas foram consideradas insuficientes e sem impacto relevante para o avanço das investigações.
Apesar da negativa, o ex-banqueiro ainda pode tentar apresentar novos elementos à própria PF ou buscar um entendimento direto com a Procuradoria-Geral da República. Pessoas ligadas ao caso, no entanto, avaliam que as chances de sucesso são reduzidas.
As negociações iniciais envolviam tanto a Polícia Federal quanto a PGR. De acordo com fontes ligadas à investigação, Vorcaro teria deixado de admitir fatos encontrados em aparelhos celulares apreendidos durante a operação “Compliance Zero”.
Investigadores também avaliam que o ex-banqueiro não teria atendido aos critérios de boa-fé exigidos em acordos de colaboração premiada. Segundo relatos, ele teria tentado justificar condutas investigadas, enquanto as regras da delação exigem a admissão completa dos ilícitos praticados.
Agora, a estratégia da defesa seria negociar diretamente com a PGR. Para isso, porém, seria necessário o aval dos procuradores e a aprovação final do ministro André Mendonça.







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