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Defesa de Bolsonaro pede mudança de data para visita de assessor ligado a Trump

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a alteração da data autorizada para a visita do conselheiro norte-americano Darren Beattie. Segundo os advogados, o dia definido pelo magistrado não é compatível com a agenda do representante dos Estados Unidos.

Na terça-feira (10), Moraes autorizou o encontro entre Beattie e Bolsonaro no batalhão da Polícia Militar conhecido como Papudinha, localizado ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde o ex-presidente está preso. No entanto, o ministro determinou que a visita ocorra apenas no dia 18, entre 8h e 10h, seguindo as normas de visitação do local.

De acordo com a defesa, o assessor do governo do presidente americano Donald Trump não poderá permanecer em Brasília até a data estabelecida. Por isso, os advogados pediram que o encontro seja antecipado para segunda-feira (16) ou terça-feira (17).

Em manifestação enviada ao Supremo, a equipe jurídica argumentou que Beattie possui compromissos diplomáticos previamente definidos e uma agenda internacional rígida, o que impossibilita a extensão de sua estadia na capital federal.

Darren Beattie ocupa função de conselheiro para assuntos relacionados ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele é conhecido por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também ao ministro Alexandre de Moraes. Em declarações públicas, já acusou o magistrado de atuar na repressão a apoiadores de Bolsonaro.

Durante sua passagem pelo Brasil, Beattie deverá cumprir compromissos em São Paulo e Brasília. A agenda inclui reuniões para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e encontros com lideranças políticas, entre elas o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O assessor também pretende discutir decisões judiciais relacionadas ao bloqueio de perfis em redes sociais, medidas tomadas no contexto das investigações sobre desinformação e atuação de milícias digitais conduzidas pelo Supremo.

Além disso, está prevista uma série de reuniões com representantes do Tribunal Superior Eleitoral, órgão responsável pela organização das eleições no país. A partir de junho, a corte será presidida pelo ministro Kássio Nunes Marques, com vice-presidência de André Mendonça, ambos integrantes do Supremo Tribunal Federal.

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