Defesa de Bolsonaro confirma pedido de reparo em arma apreendida e contesta suspeitas sobre prisão domiciliar
- Adilson Silva

- há 18 horas
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou ao Supremo Tribunal Federal que ele solicitou a verificação e o reparo de uma pistola de sua propriedade após identificar uma falha no funcionamento do equipamento. Os advogados, no entanto, negam qualquer relação entre o episódio e o término do período de prisão domiciliar, previsto para o próximo dia 25.

Em manifestação encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa argumenta que Bolsonaro desconhecia que o percussor da arma havia sido retirado por integrantes de sua equipe de segurança. Segundo os advogados, a medida teria sido adotada preventivamente devido ao uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-presidente, tornando a pistola incapaz de efetuar disparos.
De acordo com a versão apresentada ao Supremo, Bolsonaro percebeu que havia uma falha mecânica ao manusear a arma e, sem saber da alteração realizada pelos seguranças, pediu que o armamento fosse examinado por um profissional com experiência na área. A pistola, uma Glock calibre 9 milímetros, acabou sendo apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal a um integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
A defesa sustenta que a arma estava regularmente registrada em nome de Bolsonaro e afirma que não existe qualquer decisão judicial determinando a entrega do armamento ou o cancelamento de seus registros. Os advogados também informaram que o ex-presidente não pretende solicitar a devolução da pistola enquanto permanecer na atual condição judicial.
Outro ponto abordado foi a presença de um carregador sobressalente apreendido junto com a arma. Segundo os defensores, o acessório já fazia parte do conjunto original do equipamento desde sua aquisição, não tendo sido adquirido posteriormente.
O caso passou a ser analisado pelo STF após a apreensão da arma com um segurança do ex-presidente durante uma blitz policial. O episódio levou Moraes a solicitar esclarecimentos formais sobre a posse do armamento e as circunstâncias que motivaram o pedido de manutenção.
A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar os fatos e deverá encaminhar os resultados das investigações ao Supremo. A partir dessas informações, Alexandre de Moraes decidirá se haverá algum impacto no cumprimento da pena de Bolsonaro.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde março deste ano, após período de internação hospitalar, e cumpre pena relacionada à condenação por participação em uma tentativa de ruptura institucional. O prazo atual da medida cautelar se encerra no fim deste mês, mas a situação segue sob análise do STF.







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