Dólar cai a R$ 4,91 e atinge menor valor desde janeiro de 2024; Bolsa avança
- Adilson Silva

- 5 de mai.
- 2 min de leitura
O dólar encerrou esta terça-feira (5) em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,91 — o menor nível desde janeiro de 2024. O movimento foi impulsionado pelo maior apetite global por risco, favorecendo moedas de países emergentes como o Brasil.

No mercado acionário, a Ibovespa acompanhou o cenário positivo e subiu 0,58%, fechando aos 186.681 pontos. Um dos destaques do dia foi a Ambev, que registrou forte alta após divulgar resultados acima das expectativas no primeiro trimestre.
A queda recente nos preços do petróleo ajudou a melhorar o humor dos investidores, incentivando a busca por ativos de maior risco. A cotação do Brent — referência internacional — recuava durante o dia, após forte alta registrada na véspera em meio a tensões no Oriente Médio.
No cenário externo, bolsas dos Estados Unidos também tiveram desempenho positivo. Índices como S&P 500, Dow Jones e Nasdaq fecharam em alta, refletindo o clima mais favorável aos investimentos globais.
No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária, do Banco Central do Brasil, também influenciou o mercado. O documento indicou uma postura cautelosa em relação à inflação, o que foi interpretado como positivo por manter o diferencial de juros do país elevado — fator que atrai investidores estrangeiros.
A taxa básica de juros, a Selic, segue em patamar alto, atualmente em 14,5% ao ano, mesmo após recentes cortes. Esse cenário favorece estratégias como o “carry trade”, em que investidores buscam ganhos aproveitando a diferença entre juros de países.
Apesar do desempenho positivo do dia, o mercado segue atento às tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Irã e os Estados Unidos, que ainda geram incertezas sobre inflação global e preços de commodities.
Analistas avaliam que a combinação de juros elevados no Brasil, fluxo de capital estrangeiro e alívio momentâneo no cenário externo tem sustentado a valorização do real frente ao dólar.







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