Cotado no PT para a Justiça, coordenador do Prerrogativas afirma que seguirá na sociedade civil
- Adilson Silva

- há 17 horas
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Apontado por setores do PT próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como possível sucessor de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, afirmou que não recebeu convite oficial para o cargo e que sua intenção é permanecer atuando fora do governo, na sociedade civil.

Em declaração, Carvalho disse encarar o processo de sucessão com serenidade e confiança na decisão do presidente. Segundo ele, Lula tem à disposição nomes qualificados para conduzir a pasta diante dos desafios ligados à segurança pública e a outros temas sob responsabilidade do ministério.
O advogado afirmou sentir-se honrado por ter seu nome lembrado, mas avalia que pode contribuir de outra forma. De acordo com ele, a expectativa é continuar colaborando politicamente para a reeleição de Lula em 2026, com o objetivo de fortalecer o campo governista e enfrentar o bolsonarismo nas próximas eleições.
Carvalho também defendeu a retomada do Ministério da Segurança Pública, ressaltando, no entanto, que essa iniciativa depende da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados. Para ele, a definição clara das responsabilidades entre União, estados e municípios é essencial para que o país avance de forma efetiva no combate à criminalidade.
O nome do coordenador do Prerrogativas ganhou maior destaque após Lewandowski indicar que deixaria o comando do Ministério da Justiça nesta sexta-feira (9). Apesar do apoio de lideranças petistas, incluindo ex-presidentes do partido e aliados próximos de Lula, interlocutores afirmam que Marco Aurélio de Carvalho tem buscado reduzir as articulações em torno de sua indicação, priorizando a construção de bases políticas para a campanha de reeleição do atual presidente.







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