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Conflito no Oriente Médio faz petróleo e gás dispararem e abala mercados globais

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio provocou forte alta nos preços do petróleo e do gás natural nesta quinta-feira (19), além de impactar negativamente os mercados financeiros ao redor do mundo.

Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, chegou a ultrapassar os US$ 119 nas primeiras horas do dia — maior nível desde o início de março — após ataques do Irã a instalações energéticas na região. A ofensiva foi uma resposta ao bombardeio realizado por Israel contra o campo de gás de Pars Sul, um dos maiores do planeta.

Apesar do pico inicial, os preços recuaram ao longo do dia, mas seguiram em patamar elevado. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também registrou forte oscilação, chegando a ultrapassar os US$ 100 antes de perder força.

O impacto não se limitou ao petróleo. O gás natural liquefeito (GNL) teve alta expressiva na Europa, com o índice TTF — principal referência do continente — registrando avanço de até 35%, refletindo o temor de interrupções no fornecimento.

Um dos pontos críticos da crise é o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. O tráfego na região foi praticamente interrompido desde o fim de fevereiro, ampliando as preocupações com o abastecimento global.

Ataques ampliam tensão energética

Nos últimos dias, diversas estruturas estratégicas foram atingidas. Instalações no Qatar, como o complexo de Ras Laffan, sofreram danos relevantes, afetando uma fatia significativa da produção global de GNL. Também houve registros de ataques a terminais na Arábia Saudita, refinarias próximas a Riad, unidades em Israel e instalações no Kuwait, além de incidentes envolvendo embarcações na região dos Emirados Árabes Unidos.

O estopim foi o ataque israelense ao campo de gás de Pars Sul, considerado essencial para o abastecimento energético iraniano. O complexo é compartilhado com o Qatar e responde por grande parte da produção de gás do Irã.

O governo iraniano classificou a ação como um erro grave e indicou que poderá intensificar as respostas caso novos ataques ocorram.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país não participou da ofensiva inicial e alertou que poderá reagir caso aliados sejam atingidos. Ele também mencionou a possibilidade de medidas militares mais duras em caso de escalada do conflito.

Segurança no transporte entra em debate

Diante do cenário de risco, voltou à pauta internacional a criação de um sistema de escolta para navios petroleiros no Golfo. Países como Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Holanda sinalizaram disposição para colaborar com iniciativas que garantam a segurança da navegação.

A Organização Marítima Internacional sugeriu a implementação de um “corredor seguro” no Estreito de Hormuz, como medida emergencial para reduzir riscos e permitir a circulação de embarcações.

Há ainda discussões sobre a criação de seguros obrigatórios para navios que cruzarem a região sob proteção militar, o que elevaria os custos logísticos do transporte de petróleo.

Bolsas caem e investidores fogem do risco

A instabilidade geopolítica levou investidores a reduzir exposição a ativos de risco, provocando queda nas principais bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operaram em baixa.

Na Europa, o índice Euro STOXX 600 recuou, acompanhando perdas em mercados como Frankfurt, Londres e Paris. Na Ásia, bolsas importantes também fecharam no vermelho, refletindo o clima de incerteza global.

Fed mantém juros e vê pressão inflacionária

Em meio ao cenário de tensão, o banco central dos Estados Unidos decidiu manter as taxas de juros inalteradas. A avaliação é de que o conflito pode pressionar a inflação, especialmente com a alta nos preços de combustíveis.

Analistas destacam que, diante desse contexto, não há expectativa de intervenção imediata para estimular a economia, mesmo com o impacto do encarecimento da energia.

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