Conflito no Oriente Médio expõe vulnerabilidade energética do Brasil, avalia ex-presidente da Petrobras
- Adilson Silva

- há 1 dia
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O agravamento do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, evidencia a fragilidade da segurança energética do Brasil. A avaliação é do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Segundo ele, a interrupção de projetos de ampliação da capacidade de refino no país, ocorrida nos últimos anos, deixou o Brasil mais dependente do mercado externo, principalmente no fornecimento de combustíveis como o diesel.
Gabrielli afirma que o atual cenário internacional representa um novo choque do petróleo, semelhante aos registrados nas décadas de 1970, com potencial de provocar mudanças duradouras no mercado global de energia, incluindo petróleo e gás.
De acordo com o ex-dirigente, o conflito pode alterar a dinâmica de fornecimento mundial, ampliando o papel de países como Brasil, Canadá e Guiana na exportação de petróleo, especialmente para grandes consumidores como China e Índia.
Ele também avalia que os Estados Unidos têm atuado estrategicamente para influenciar o mercado global de energia, citando intervenções em países produtores como Irã e Venezuela.
Apesar da possível ampliação da presença brasileira no mercado internacional, Gabrielli alerta que a limitação na capacidade de refino interno mantém o país exposto a oscilações externas, sobretudo em momentos de crise geopolítica.
Outro ponto destacado é a possível mudança na forma de comercialização do petróleo, com redução da dependência do dólar e o avanço de alternativas como o uso de moedas de outros países em negociações internacionais.
As declarações foram dadas durante o lançamento do livro Economia do Hidrogênio: paradigma energético do futuro, no qual o ex-presidente da Petrobras discute os caminhos da transição energética e o papel do hidrogênio como fonte alternativa no cenário global.







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