Ciro Nogueira diz que fala de Barroso abriu espaço para anistia e aposta que filhos de Bolsonaro seguirão decisão do pai em 2026
- Adilson Silva

- 5 de set.
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O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), avaliou que uma declaração do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinante para criar um ambiente favorável ao debate sobre a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Barroso afirmou que não há possibilidade de anistia antes do julgamento, mas que, posteriormente, o tema passa a ser uma questão política. Embora o ministro tenha negado que defenda a ideia, a fala foi recebida por aliados do bolsonarismo como um sinal de abertura.
Segundo Ciro, a inelegibilidade de Bolsonaro é difícil de reverter, mas isso não deve abalar a influência do ex-presidente sobre a sucessão de 2026. Para ele, os filhos do ex-presidente seguirão a orientação paterna e não disputarão contra o nome escolhido. O senador aposta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é hoje o mais bem posicionado para ser o candidato apoiado pelo ex-presidente.
“Não tenho dúvidas de que a decisão final será de Bolsonaro, e seus filhos vão respeitar. O líder é ele”, afirmou Nogueira.
Ele também ressaltou que a movimentação pela anistia ganhou força após a fala de Barroso e que existe maioria no Congresso para aprová-la. Apesar disso, reconheceu que a inelegibilidade de Bolsonaro dificilmente será derrubada.
O presidente do PP ainda defendeu que Lula pode não disputar a próxima eleição caso o adversário seja Tarcísio de Freitas, apoiado pelo bolsonarismo. “A única pessoa que não pode perder em 2026 é Bolsonaro, e ele não vai correr esse risco”, disse.
Sobre a saída do partido da base do governo, Nogueira afirmou que agora há um “projeto vencedor” para o próximo pleito e que não há mais espaço para seguir aliado do Planalto.







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