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China cobra dos EUA libertação imediata de Maduro e pede garantia de integridade física do casal

O governo chinês exigiu que os Estados Unidos libertem de forma imediata o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, detidos após uma ofensiva militar norte-americana realizada no sábado (2) contra a Venezuela. A manifestação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da China.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em nota oficial, Pequim afirmou que Washington deve assegurar a integridade física do casal, encerrar ações de desestabilização contra o governo venezuelano e buscar a resolução de conflitos por meio do diálogo e da negociação diplomática. A chancelaria chinesa também reiterou a condenação ao ataque, classificando-o como chocante.

Segundo o governo chinês, a ação dos Estados Unidos representa uma violação grave do direito internacional e da soberania venezuelana, além de colocar em risco a estabilidade da América Latina e do Caribe. Pequim acusou Washington de adotar uma postura hegemônica e pediu respeito aos princípios estabelecidos pela Carta das Nações Unidas.

Maduro e Cilia Flores chegaram na noite de sábado ao Aeroporto Internacional Stewart, próximo a Nova York, escoltados por forte aparato de segurança formado por policiais, militares e agentes federais.

Horas após a captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país assumirá o comando da Venezuela durante o período de transição política. Ele também afirmou que o petróleo venezuelano passará a ser explorado por empresas norte-americanas.

A Venezuela detém a maior reserva de petróleo do planeta, e a China figura entre seus principais compradores. Questionado sobre os impactos da ofensiva nas relações com Pequim e outros países interessados nos recursos venezuelanos, Trump afirmou que o petróleo será comercializado com quem desejar comprá-lo. Segundo ele, a produção poderá aumentar significativamente, uma vez que o país sul-americano operava abaixo do potencial devido à precariedade da infraestrutura.

O presidente americano acrescentou que não descarta o envio de tropas terrestres para assegurar o controle do território venezuelano e informou estar em diálogo com Delcy Rodríguez, vice-presidente do país. O governo brasileiro reconheceu Rodríguez como presidente interina após a detenção de Maduro.

No cenário internacional, cresce a preocupação de que a invasão da Venezuela estabeleça um precedente que incentive outras potências a adotar medidas semelhantes contra países vizinhos. Um dos exemplos citados é a possibilidade de a China usar justificativas semelhantes em relação a Taiwan, ilha que Pequim considera parte inseparável de seu território e cuja reunificação, segundo autoridades chinesas, pode ocorrer inclusive por meio da força.

Neste domingo (4), o jornal estatal China Daily publicou um editorial alertando que as decisões do governo Trump criam um precedente perigoso para a ordem internacional. Sem mencionar diretamente a China ou outros países, o texto argumenta que a lógica adotada por Washington poderia conceder às grandes potências uma autorização irrestrita para intervenções militares, em afronta direta aos princípios da ONU.

O editorial conclui que a ação americana compromete qualquer autoridade moral que os Estados Unidos aleguem possuir e enfraquece a proteção das normas internacionais ao demonstrar que, quando os mais poderosos ignoram a lei, todos ficam mais vulneráveis.

 
 
 

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