Carlos Muniz alerta para risco de colapso no transporte público e afirma que problema pode atingir o metrô
- Adilson Silva

- há 18 horas
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Durante a sessão que aprovou o repasse de R$ 80 milhões ao sistema de transporte público de Salvador, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz, defendeu a medida e alertou para a possibilidade de agravamento da crise no setor caso o projeto não fosse aprovado.
Segundo o parlamentar, a ausência de novos recursos poderia comprometer o funcionamento do transporte coletivo já nos próximos meses. Ele destacou que eventuais problemas na operação dos ônibus teriam reflexos diretos também no sistema metroviário da capital baiana, devido à integração entre os modais.

De acordo com Muniz, grande parte dos passageiros que utilizam o metrô depende dos ônibus para chegar às estações, o que torna os dois sistemas interligados. Na avaliação do presidente da Câmara, uma interrupção ou redução significativa do transporte sobre rodas afetaria toda a mobilidade urbana da cidade.
O tucano também argumentou que a administração municipal não possui estrutura para assumir diretamente a operação do transporte coletivo. Como exemplo, relembrou a crise envolvendo o antigo consórcio responsável por linhas da região norte da cidade, quando parte da frota foi considerada inadequada para continuar em circulação.
A aprovação do subsídio, entretanto, foi alvo de críticas por parte de vereadores da oposição. A líder do bloco oposicionista, Aladilce Souza, afirmou que o principal questionamento não está relacionado ao repasse de recursos em si, mas à falta de informações detalhadas sobre a situação financeira do sistema.
Segundo a parlamentar, a Câmara tem aprovado sucessivos aportes ao transporte coletivo sem que haja amplo debate sobre a necessidade dos valores solicitados. Ela citou repasses autorizados em anos anteriores e defendeu maior transparência por parte dos órgãos responsáveis pela gestão do setor.
O projeto também recebeu votos contrários dos vereadores Hamilton Assis e Aladilce Souza, enquanto a vereadora Eliete Paraguassu optou pela abstenção.
Na justificativa encaminhada ao Legislativo, o prefeito Bruno Reis argumentou que o subsídio é necessário para cobrir eventuais déficits operacionais e assegurar a continuidade dos serviços prestados à população. A proposta acabou sendo aprovada pela maioria dos vereadores e autoriza o aporte de recursos ao sistema de transporte coletivo da capital baiana.







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