Carlos Bolsonaro afirma que ex-presidente articula lista de pré-candidatos mesmo preso
- Adilson Silva

- há 1 dia
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O vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está elaborando, mesmo preso, uma lista de pré-candidatos do partido ao Senado, aos governos estaduais e a outros cargos estratégicos nas próximas eleições.

Segundo Carlos, que visitou o pai na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, Bolsonaro pediu que aliados fossem informados sobre a organização da relação de nomes. O ex-presidente cumpre pena após condenação relacionada a uma tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições de 2022.
Em publicação nas redes sociais, o vereador afirmou que, apesar de problemas de saúde, o ex-presidente permanece “lúcido e construtivo”. Carlos relatou ainda que Bolsonaro apresentou episódios de mal-estar, incluindo vômitos e crises de choro nos últimos dias.
Na sexta-feira (20), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido da defesa para que Bolsonaro passe a cumprir prisão domiciliar.
Visitas e articulações
Desde o início do cumprimento da pena, Bolsonaro tem recebido visitas de aliados políticos. De acordo com relatos, pré-candidatos buscam o aval do ex-presidente para disputar cargos em seus respectivos estados.
Neste sábado, também estiveram na unidade prisional os deputados federais Nikolas Ferreira e Ubiratan Sanderson, conforme informou Carlos Bolsonaro.
A visita ocorre em meio a tensões dentro do próprio campo bolsonarista. Nos últimos dias, Nikolas protagonizou embate público com Eduardo Bolsonaro após declarações envolvendo apoio à eventual pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Eduardo criticou o que considera falta de engajamento de Nikolas e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Após encontrar o ex-presidente, Nikolas rebateu as críticas e saiu em defesa de Michelle. O episódio evidenciou divisões internas no grupo político.
Racha no bolsonarismo
As divergências também ficaram expostas após o anúncio de uma manifestação marcada para 1º de março, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal, como Dias Toffoli. Parte do grupo avalia que o foco em pedidos de impeachment contra integrantes da Corte pode não ser estratégico neste momento.
O embate reflete um cenário de disputa por protagonismo dentro do PL e da própria família Bolsonaro, com diferentes alas buscando espaço na reorganização do campo conservador para as próximas eleições.







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