Cármen Lúcia defende ética e transparência no Judiciário durante evento do STJ
- Adilson Silva

- 1 de jun.
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A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, destacou nesta segunda-feira (1º) a importância da ética, da imparcialidade e da transparência na atuação da magistratura brasileira. A declaração foi feita durante o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

Responsável pela elaboração de uma proposta de código de conduta para o STF, a ministra afirmou que o Poder Judiciário precisa manter elevados padrões de integridade para preservar a confiança da sociedade nas instituições. Embora tenha reconhecido que juízes são sujeitos a falhas, ressaltou que eventuais desvios devem ser identificados e enfrentados.
Segundo Cármen Lúcia, o fortalecimento da democracia depende da credibilidade das instituições e da capacidade do Judiciário de atuar com independência, responsabilidade e compromisso com a Constituição.
Evento ocorre em meio ao debate sobre conduta de magistrados
O congresso realizado pelo STJ tem sido visto nos bastidores como uma alternativa ao tradicional Fórum de Lisboa, organizado pelo ministro Gilmar Mendes e popularmente apelidado de “Gilmarpalooza”.
Durante sua participação, Cármen Lúcia fez referência à necessidade de os magistrados encontrarem mecanismos para enfrentar desafios contemporâneos que, em sua avaliação, podem ameaçar o fortalecimento das instituições democráticas em diferentes partes do mundo.
A ministra também elogiou a iniciativa do presidente do STJ, Herman Benjamin, e afirmou que discussões sobre ética judicial devem ser tratadas com seriedade pelos tribunais.
Crise de confiança preocupa magistrados
Em seu discurso, a integrante do STF mencionou os desafios enfrentados pela Justiça diante da crescente desconfiança de parte da população em relação às instituições. Para ela, um dos principais objetivos do Judiciário deve ser garantir decisões independentes e confiáveis, reforçando a segurança jurídica e a credibilidade dos tribunais.
Cármen Lúcia também apontou o impacto das redes sociais e da disseminação de informações falsas como um dos obstáculos atuais para a atuação dos magistrados. Segundo a ministra, conteúdos enganosos e ataques direcionados a juízes podem comprometer a percepção pública sobre a imparcialidade da Justiça.
Ela destacou ainda que magistrados, especialmente aqueles que atuam em cidades do interior, enfrentam desafios cada vez maiores para exercer suas funções com autonomia diante da exposição e da pressão geradas no ambiente digital.
Código de conduta do STF segue em discussão
A ministra foi escolhida no início deste ano para relatar a proposta de um código de conduta destinado aos integrantes do STF. A iniciativa foi defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, mas ainda não foi apresentada oficialmente.
Nos bastidores, o tema continua sendo debatido entre os ministros, com diferentes posições sobre a melhor forma de estabelecer normas voltadas à conduta ética e institucional dos membros da Suprema Corte. O assunto deve permanecer em discussão nos próximos meses dentro do tribunal.







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