Bolsonaro é levado a hospital em Brasília para cirurgia autorizada pelo STF
- Adilson Silva

- 7 de jan.
- 2 min de leitura
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi encaminhado na manhã desta quarta-feira (24) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o hospital DF Star, onde será submetido a uma cirurgia marcada para o dia de Natal (25).

Foto:Fábio Rodrigues-Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil
Bolsonaro cumpre pena de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado e teve o procedimento médico autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (19). A data da cirurgia foi confirmada após solicitação da defesa apresentada nesta terça-feira (23).
A intervenção cirúrgica será para correção de uma hérnia inguinal bilateral, condição caracterizada pelo deslocamento de tecidos da região abdominal, provocando inchaço na área da virilha. De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, responsável pelo procedimento, a cirurgia apresenta baixo risco, embora exija atenção técnica, com duração estimada entre três e quatro horas.
A expectativa da equipe médica é que o ex-presidente permaneça internado por um período que pode variar de cinco a sete dias, dependendo da recuperação clínica.
Na decisão, Moraes determinou que o transporte e o esquema de segurança fossem realizados pela Polícia Federal de maneira discreta, com acesso ao hospital feito pela garagem. A PF também ficará responsável pela vigilância permanente durante toda a internação, incluindo a segurança do hospital.
Segundo o despacho, ao menos dois agentes federais deverão permanecer de forma contínua na porta do quarto hospitalar, além de outras equipes posicionadas conforme avaliação da corporação, tanto nas áreas internas quanto externas da unidade de saúde.
O uso de aparelhos eletrônicos no quarto está vetado, incluindo celulares e computadores, sendo permitidos apenas equipamentos médicos. Moraes autorizou ainda a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante todo o período de internação. Outras visitas dependerão de autorização judicial. A defesa havia solicitado a liberação dos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro como acompanhantes adicionais, pedido que não foi atendido.
A autorização para a cirurgia foi concedida após laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal, que apontou a necessidade de realização do procedimento com brevidade. Na mesma decisão, Moraes negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa, alegando que a unidade da PF onde Bolsonaro está custodiado fica próxima ao hospital e não compromete o atendimento emergencial, caso necessário.
Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde o mês de novembro.







Comentários