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Bolsonaristas defendem ou evitam criticar decisão de Kassio que suspendeu pesquisa eleitoral

A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg provocou reações distintas entre integrantes e apoiadores do campo conservador. O episódio chamou atenção porque muitos dos que costumam criticar decisões judiciais classificadas como censura passaram a apoiar ou evitar comentar a medida.

A pesquisa questionada apontava uma redução no desempenho eleitoral do senador Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A suspensão foi determinada em caráter provisório e ainda deverá ser analisada pelo plenário da Corte Eleitoral.

Entre os políticos que se manifestaram publicamente, as deputadas federais Bia Kicis e Rosana Valle defenderam a decisão. Ambas argumentaram que a medida não representa censura, mas sim um questionamento sobre a metodologia utilizada no levantamento.

O vereador paulistano Adrilles Jorge também apoiou a suspensão, afirmando que pesquisas com supostas distorções metodológicas não devem ser confundidas com liberdade de expressão.

Em sentido contrário, o ex-deputado federal Fabio Ostermann criticou a decisão. Para ele, a medida representa mais um episódio de intervenção excessiva do Judiciário em temas relacionados à circulação de informações e ao debate público.

Outras lideranças identificadas com o bolsonarismo, como Nikolas Ferreira, Marcel van Hattem e Filipe Barros, não se manifestaram sobre o caso até o momento citado pela reportagem.

A ação que resultou na suspensão da pesquisa foi apresentada pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro. A defesa do senador alegou que determinadas perguntas e associações presentes no questionário poderiam induzir os entrevistados a uma avaliação negativa do parlamentar.

Por sua vez, a AtlasIntel afirmou que o levantamento seguiu critérios técnicos e que o conteúdo citado pela campanha de Flávio Bolsonaro foi apresentado apenas em uma etapa posterior da pesquisa, sem possibilidade de alteração das respostas já registradas pelos participantes.

O caso reacendeu o debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral, a transparência das pesquisas de opinião e o conceito de liberdade de expressão no ambiente político brasileiro.

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