Base governista derrota oposição e rejeita relatório da CPI do INSS que citava Lulinha
- Adilson Silva

- há 1 dia
- 2 min de leitura
A base do governo no Congresso conseguiu maioria na CPI Mista do INSS e rejeitou o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu na madrugada deste sábado (28), com placar de 19 votos contrários e 12 favoráveis ao parecer.

O texto sugeria o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de políticos, ex-ministros e empresários investigados por supostas fraudes envolvendo descontos em aposentadorias e pensões do INSS.
Também estavam entre os citados o senador Weverton Rocha, o ex-ministro Carlos Lupi e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O relatório ainda previa pedido de prisão preventiva de Lulinha.
Com a rejeição, as recomendações de indiciamento não serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, responsável por avaliar a abertura de processos. Há possibilidade de a comissão encerrar seus trabalhos sem um relatório final aprovado, caso não seja votado um texto alternativo.
A sessão foi marcada por tensão e troca de acusações entre parlamentares. Durante os debates, houve discussões acaloradas entre integrantes da comissão, evidenciando o clima de disputa política em torno do tema.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a rejeição foi resultado de uma articulação para impedir o avanço de um relatório que, segundo ele, deixava de responsabilizar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a atuação da base governista, acusando-a de dificultar as investigações desde o início dos trabalhos.
Instalada para apurar irregularidades em descontos aplicados a beneficiários do INSS, a CPI ampliou seu escopo ao longo das investigações, incluindo apurações sobre o chamado caso Banco Master, o que intensificou os embates políticos no colegiado.
Com o prazo de funcionamento encerrado neste sábado (28), o futuro das conclusões da comissão permanece indefinido.







Comentários