Bancada de Santa Catarina lidera votos contrários à PEC do fim da escala 6x1 na Câmara
- Adilson Silva

- 28 de mai.
- 2 min de leitura
A bancada federal de Santa Catarina concentrou quase metade dos votos contrários à PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6x1.
Dos 22 votos contrários registrados na Câmara dos Deputados, dez partiram de parlamentares catarinenses. O estado possui 16 deputados federais.

Votaram contra a proposta os deputados Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Julia Zanatta, Ricardo Guidi e Zé Trovão, todos do PL, além de Gilson Marques (Novo), Carlos Chiodini e Pezenti (MDB), e Fabio Schiochet (União Brasil).
Os votos favoráveis da bancada catarinense vieram dos deputados Ana Paula Lima, Pedro Uczai, Jorge Goetten e Ismael dos Santos. Já Valdir Cobalchini e Geovania de Sá não participaram das votações.
Nas redes sociais, parlamentares contrários à proposta criticaram o texto aprovado. Julia Zanatta afirmou ter recebido ataques virtuais após atuar contra a PEC na comissão especial que analisou o tema.
Já Gilson Marques classificou a proposta como “populista” e afirmou que a redução obrigatória da jornada pode aumentar a informalidade e provocar fechamento de empresas.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) também criticou a aprovação da matéria e afirmou esperar que o Senado Federal aprofunde a discussão sobre impactos econômicos e sociais da medida.
Entre os deputados favoráveis, Jorge Goetten justificou o apoio citando a inclusão de um período de transição voltado a microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.
O deputado Ismael dos Santos afirmou que acompanhou a orientação partidária do PL e destacou o compromisso de buscar ajustes no texto durante a tramitação no Senado.
Além de Santa Catarina, parlamentares do Rio Grande do Sul, São Paulo, Roraima e Maranhão também votaram contra a PEC.
A proposta foi aprovada na Câmara com 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno. No segundo, recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. O texto segue agora para análise do Senado.








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