Anvisa autoriza retomada da produção da Ypê em fábrica de São Paulo
- Adilson Silva

- 29 de mai.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada das atividades da fábrica da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, após nova inspeção sanitária realizada no local.

Além da liberação da unidade industrial, a agência também permitiu a utilização dos produtos identificados com final de lote “1” fabricados a partir de 1º de abril de 2026. Já os itens produzidos antes dessa data continuam suspensos e deverão permanecer armazenados até nova avaliação técnica.
Segundo a Anvisa, a fábrica está apta a retomar imediatamente a produção após a constatação de adequações nas medidas corretivas implementadas pela empresa.
A inspeção foi realizada em parceria com órgãos de vigilância sanitária do estado e do município, incluindo o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.
De acordo com o órgão regulador, as equipes identificaram melhorias estruturais e operacionais consideradas suficientes para permitir a retomada das atividades industriais.
No início de maio, a Anvisa havia determinado o recolhimento de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes fabricados na unidade de Amparo após apontar falhas no controle de qualidade. Na ocasião, também foi suspensa a fabricação dos produtos com determinados lotes.
As investigações começaram após denúncias relacionadas à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da marca. Segundo a agência, análises laboratoriais confirmaram a contaminação em parte dos lotes investigados.
A bactéria pode causar infecções em pessoas mais vulneráveis, especialmente em casos que envolvem contato com pele lesionada, olhos ou sistemas respiratório e urinário.
A Ypê informou anteriormente que vem realizando investimentos para modernizar a fábrica e adequar os processos às exigências sanitárias. A empresa estima um investimento total de cerca de R$ 130 milhões nas medidas de reestruturação da unidade.
A interdição dos produtos gerou forte repercussão política e mobilização nas redes sociais nas últimas semanas, incluindo críticas à atuação da Anvisa por parte de apoiadores bolsonaristas.








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