Alessandro Vieira ignorou alertas e manteve pedido de indiciamento de ministros do STF
- Adilson Silva

- 15 de abr.
- 1 min de leitura
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, foi orientado por colegas a recuar na proposta de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal, mas optou por manter o conteúdo do relatório.

Segundo relatos de bastidores, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, sugeriu que o parlamentar revisasse o texto e concentrasse as acusações em lideranças do crime organizado, além de direcionar críticas ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco Master.
Aliados avaliaram que a estratégia poderia fortalecer politicamente Vieira, ao focar em investigações diretamente relacionadas ao objetivo da CPI, como a atuação de facções criminosas e possíveis conexões com o sistema financeiro. Ainda assim, o senador decidiu manter a proposta original.
Nos bastidores, a decisão gerou críticas, e parlamentares passaram a classificar a postura do relator como excessivamente política. O relatório incluía pedidos de indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por crime de responsabilidade.
A iniciativa provocou reação imediata no Judiciário. Além das críticas dos ministros citados, o presidente do STF, Edson Fachin, também saiu em defesa dos colegas.
Após mudanças na composição da CPI, articuladas por Eduardo Braga, o relatório acabou rejeitado pela comissão, encerrando o episódio sem aprovação das medidas propostas.








Comentários