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Alckmin diz que futuro político será definido nas convenções partidárias

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta segunda-feira (30) que sua eventual participação na chapa eleitoral de 2026 ainda depende das decisões que serão tomadas nas convenções partidárias, previstas para agosto.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar novamente a vice-presidência, Alckmin adotou um tom cauteloso e destacou que, na vida pública, os caminhos nem sempre são escolhidos individualmente. Segundo ele, o papel de cada liderança é definido de acordo com as circunstâncias e as demandas políticas.

Dentro do PT, partido que lidera a base governista, não há consenso sobre a permanência de Alckmin na vice. Uma ala da sigla defende a ampliação da aliança com partidos do chamado centrão, o que poderia resultar na indicação de um novo nome para a vaga.

Entre as propostas apresentadas, o ministro da Educação, Camilo Santana, sugeriu a possibilidade de o MDB ocupar a posição. Já o presidente do PT em São Paulo, Kiko Celeguim, manifestou apoio ao nome de Gilberto Kassab (PSD) para compor a chapa, defendendo uma configuração que também reposicione Alckmin no cenário paulista.

Por outro lado, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, sinaliza preferência pela manutenção do atual vice. Ele avalia que possíveis alianças com PSD e MDB devem ocorrer principalmente nos estados, e não necessariamente em nível nacional.

Governo avalia prorrogar medidas sobre o diesel

Em outra agenda recente, Alckmin comentou os impactos da crise internacional envolvendo o Irã nos preços dos combustíveis. Segundo ele, as medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta do diesel podem ser estendidas caso o cenário externo permaneça instável.

O vice-presidente demonstrou expectativa de que o conflito tenha duração limitada, mas reconheceu que, se necessário, as ações emergenciais poderão ser mantidas por mais tempo. Entre as iniciativas já adotadas, está a edição de uma medida provisória que reduz a carga tributária sobre o diesel, cria mecanismos de compensação para produtores e importadores e estabelece tributação sobre exportações de petróleo.

As ações foram anunciadas como resposta à elevação do preço internacional do petróleo, pressionado pela tensão no Oriente Médio. A estimativa do governo é de uma redução de R$ 0,64 por litro do diesel ao consumidor final.

Alckmin também ressaltou a importância da participação dos estados na política de contenção de preços, mencionando a proposta de zerar o ICMS sobre o combustível com divisão de custos entre União e governos estaduais. Segundo ele, as medidas têm caráter temporário e devem ser revistas assim que houver queda nas cotações do petróleo no mercado internacional.


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